quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Política Internacional - Em busca do ditador perdido

por Paulo Batata

Parti do Brasil com meu cunhado - Júnior, o aventureiro - no jatinho particular do pai de um amigo meu: Dr. Eliseu, dono da multinacional "Barraca do Eliseu", magnata do ramo de restaurantes fast-food. Viajei para a Líbia com duas difíceis missões: encontrar Muammar Kadafi e explicar ao meu cunhado que iríamos ver a ditadura de perto e não conhecer Dita, a dura.

Confesso que quando fui enviado à cidade de Trípoli para encontrar o tal ditador - e ex-dirigente de clube de futebol, Muammar Kadafi Miranda - achei que encontraria um cenário devastador. Contudo, fui surpreendido assim que cheguei. Em uma cidade que, ao meu ver, deveria estar arrasada pelas revoltas populares e explosões por todos os lados - tal qual as explosões dos bueiros no Rio de Janeiro - estava mais para o carnaval da Bahia, pois assim como na capital do berimbau, Trípoli também tinha as suas bombas e pessoas correndo pra todos os lados com as mãos pro alto. Á primeira vista, pensei até que fosse o trio da Ivete, mas ao ouvir o grito da galera com mais atenção, percebi que cantavam "Kadafi, você vai ver quando eu pegar você!" e não "Ivete, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!"

Como não tínhamos dinheiro suficiente para curtir a night de Trípoli, partimos para cumprir nossa missão. Como repórter investigativo e correspondente internacional da Rádio Maravilha 92,1 FM, foquei-me na descoberta de um dos maiores mistérios daquele país: onde foi parar Muammar Kadafi? Fui á todos os locais possíveis e imagináveis onde ele poderia estar escondido. Fui à sede da TV estatal Jamririyah (muito semelhante ao nosso SBT), à PetroKaf (na qual não fui atendido por, assim como na sua filial brasileira, não haver presente um funcionário público sequer) e até ao principal ponto de encontro dos jovens locais: o Habbib's, mas não encontrei nada que pudesse me dar uma pista do verdadeiro paradeiro do ditador e ex-carnavalesco. Confesso que minha investigação era constantemente retardada pelo simples fato de eu ser brasileiro. Isto é, por mais que Trípoli seja conhecida por ser o centro do comércio e concentrar a maioria das indústrias financeiras e das grandes companhias líbias e viver sob a ditadura do militar, político, ideológico, poeta e ex-bicheiro Muammar Anísio Abraão Kadafi há mais de 40 anos, toda a população e até mesmo a guarda presidencial vinham ao meu encontro para acabar com a principal dúvida que assolava aquela rebelde população: quem matou a Norma?! Claro, já que, devido ás revoltas populares e ao carnaval fora de época bombando nas terras líbias, a novela ainda não acabou.

Paulo Batata é jornalista e analista político da Rádio Comunitária Maravilha FM e também correspondente internacional da ANV (Aonde Ninguém Vai)

3 comentários:

  1. Batata, vc está de parabéns! Mais uma excelente matéria, que só pôde acontecer com o auxílio do mega empresário Eliseu, dono de uma das maiores redes de fast-food de Oswaldo Cruz, quiçá do Rio de Janeiro!

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  2. HAhuahuahauhua....
    Batata você é muito bobo !

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  3. Excelentíssimo Sr. Dr. Paulo Umseteum Batata, infelizmente creio que sua viagem foi em vão, na busca de tal infame ditador, creio que você deve ter se esquecido daquele nosso amigo em comum, aquele que desvenda todos os segredos, o Mestre das Sutilezas, o inimigo número 1 dos mágicos, o Mister M, ele é o único que pode solucionar tal enigma... Valmir Rocha.

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